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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Resenha Eu sou uma noz

Livro
Eu sou uma noz
Beatriz Osés
ilustrações Jordi Sempere
tradução Alexandre Boide
Escarlate @brinquebook
2019
104 págs.

Obra ganhadora do prêmio espanhol Edebê de Literatura Infantil. Publicada originalmente em 2018 na Espanha com o título "Soy una nuez".


A gente sempre começa a ler um livro com uma expectativa... seja por causa do título, ou da ilustração da capa... mas este não. Nenhuma ideia. E foi surpreendente!


Eu sou uma noz


Os capítulos tem os nomes dos personagens


O texto é longo. Os capítulos tem 5 ou 6 páginas. Poucas ilustrações.


 Eu adoro histórias de julgamentos com advogados, promotores e juíz, daquelas que a qualquer instante, a qualquer testemunho, tudo pode mudar e virar o rumo das coisas. Foi assim!


 Omar é uma criança sofrida, com 10 anos já viveu mais coisas ruins do que qualquer um pode suportar... e chega a uma cidadezinha como refugiado, e, onde era pra ser acolhido, acaba sendo perseguido, pré julgado... Mas tudo vai mudar... graças a sua própria natureza e força.


Ele é uma criança com habilidades incríveis: boas atitudes, inteligente.
Porquê sua mãe o ensinou a nunca esquecer quem ele é. "Minha mãe me dizia que as crianças tem o direito de crescer (em paz) como as flores".

E ele vai mudar a vida de todos ao seu redor.


A começar pela advogada, Dra. Rossana Marinetti, cuja casa é onde tudo começa.
Omar "aparece" em seu quintal e ela se envolve com sua história e decidi ajudá-lo juridicamente.

Ajudá-lo???
Mas porquê?

Ah... vocês Tem que ler. 

Lindo gente! Tem que pensar. Tem que por em prática!
O livro aborda temas como convivência social, imigração, identidade respeito e preconceito. Mais atual impossível né?!

É indicada para leitores fluentes a partir de 8 anos.



             

                       


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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Resenha Vazio

Livro
Vazio
Anna Llenas
Editora Salamandra
2017



Júlia é uma menina que sente um vazio por dentro...


... uma tristeza.


... uma falta.



... E vai tentar encontrar sentido para tudo o que sente...


Mas... pode acabar preenchendo o vazio com coisas "erradas"...


Por mais que procurasse, não encontrava a "tampa" certa!


Então... Júlia ficou mal...


... chorou muito...


As ilustrações maravilhosas!!!!
A gente adora que a autora use papelão para montar as ilustrações. Vocês repararam?

E o texto é curtinho, mas  perfeito!

E você tem que ler!
Porque o final é incrível!


Tantas vezes nos sentimos assim... vazios. Mas o importante é saber como preencher este espaço vazio. Ensinar a criança sobre como passar por sentimentos de dor e perda por meio de um livro lindamente ilustrado é uma grande maneira.

⏩Eu acredito nos livros como forma de ensinar e aprender a compreender sentimentos e temas difíceis.



Bom, nossa resenha começou com a escolha do livro. Lara o escolheu numa visita à biblioteca do Sesc.


Depois disso...

Teve leitura por vários dias.
E noites...



Nasceu um 💟Amor💟


Cada leitura, Lara parecia encontrar um detalhe que tinha deixado escapar...




Ficamos 15 dias com o livro emprestado da biblioteca....
No último dia, Lara desenhou. Recortou e colou.
Com papelão.



Ficou assim!


... Preencha o vazio com criatividade!...


Nós temos um outro livro desta mesma autora/ilustradora que amamos e já mostramos aqui ("O monstro das cores" e tem resenha aqui no blog https://coisas-da-lara.blogspot.com/2018/07/resenha-o-monstro-das-cores.html?m=1)


             

                       


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sábado, 1 de junho de 2019

Resenha Do outro lado tem segredos

Livro
Do outro lado tem segredos
Ana Maria Machado
ilustrações Renato Alarcão
Companhia das Letrinhas
88 páginas
2019



Descoberta.
Acho que essa é a grande magia deste livro.


Bino, Benedito é um menino que mora numa vila de pescadores. Não vai à escola. Mas sabe muito. Da vida. Porquê é curiosioso, interessado, vive em busca de descobertas...


Ele ajuda os pescadores: vigia a chegada do cardume e avisa que é hora de lançar a rede.


Na vila, "Todo mundo trabalha junto, para trazer o peixe que depois vai ser dividido por todo mundo". (pág. 19)


Assim, na prática, Bino aprende. Para um dia, quem sabe, fazer como seu irmão Tião, ir estudar lá na cidade grande...


Como será o outro lado do mar?... pensa Bino.
Aliás pensa sempre, "tem mania de ficar pensando o tempo todo", como diz seu amigo Dilson.
     

E Bino sai perguntando... para a avó Odila, para a amiga Maria, para o irmão Tião que chegou pra visitar...

Em suas descobertas, junta as tradições de sua gente, vinda de Aruanda, na África, sua dor, sua luta.


E as de Maria, filha de índios, primeiros donos da terra que hoje moram...


E vai juntando as informações que escuta e montando seu pensamento.... como estrelas.
No céu, no mar, na terra...


O texto é muito simples de ser entendido e a leitura flui rapidamente...


A autora fala por suas lembranças de menina por meio das palavras, de música, costumes e tradições.


Gerações, sonhos, estelas, descobertas.


Eu adorei essa leitura. Devorei em minutos!
Ela me inspirou, me encantou e lembrei de muitos momentos de minha infância também... meus pais nos levavam para viajar todos os finais de semana para o litoral norte de São Paulo e conhecemos muitas cidadezinhas pequenas, com aldeias de pescadores e cheias de tradições.


Adorei o modo de Bino alinhar os pensamentos como se fossem estrelas... as estrelas do mar realmente são poesia pura e também vivem em minhas lembranças de criança...

Na casa de minha mãe tinha uma estrela do mar, daquelas bem grandes e que trouxemos de Ilhabela. Ela não existe mais... caiu, espatifou.

E, hoje, me contento em tê-la assim, de crochê.




E quais os segredos que há do lado de lá?

#TemQueLer


                       


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